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No dia 5 de novembro, o Círculo de Amigos do Patrulheiro de Valinhos completa 55 anos de história e dedicação à formação de jovens. Desde a sua fundação, em 1970, a entidade já abriu portas para cerca de 28 mil jovens, inserindo-os no mercado de trabalho com carteira assinada.
Atualmente, o Patrulheiro conta com 200 jovens empregados, 200 em formação pelo Programa Mundo do Trabalho e 150 crianças de 6 a 13 anos atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social, nos núcleos do Parque Portugal e Reforma Agrária.
Além de seus programas tradicionais, o Círculo de Amigos do Patrulheiro também promove a 3ª edição do JovemTEC, com 43 jovens, iniciativa que incentiva os jovens a ingressarem no ensino técnico e se prepararem para os desafios do mundo do trabalho.
Raízes de uma história inspiradora
Relembrando o início dessa trajetória, Josefina Palácio, filha de Antônio Palácio Neto, um dos idealizadores do patrulheirismo em Valinhos, contou como nasceu o projeto. Segundo ela, seu pai se inspirou em outras iniciativas e, com o apoio do então prefeito Luiz Bissoto, trouxe a ideia para o município. “Meu pai sempre acreditou que o Patrulheiro deveria ir além de uma associação recreativa. Ele queria algo que unisse educação, trabalho e formação cidadã”, recorda.
Em 1970, enquanto um grupo organizava a estrutura administrativa, outro já mobilizava os jovens. A primeira aparição pública ocorreu durante o lançamento das obras da rede de esgoto na Vila Santana, quando a Fanfarra dos Patrulheiros, comandada por Fábio Terciotti, fez sua estreia. No mesmo ano, o grupo desfilou no Sete de Setembro, conquistando o reconhecimento da comunidade.
Em 5 de novembro de 1970, durante assembleia oficial, nascia formalmente o Círculo de Amigos do Patrulheiro, elegendo como primeiro presidente o então vice-prefeito Arildo Antunes dos Santos.
Tradição e futuro caminhando juntos
A atual gerente da entidade, Aline Prado, destacou a importância de revisitar essa história. “Foi emocionante receber o senhor Luiz Bissoto e o senhor Arildo Antunes dos Santos em nossa sede e mostrar o quanto o Patrulheiro evoluiu. Seguimos o legado de quem começou tudo isso, com o mesmo propósito: transformar vidas e criar oportunidades. É uma honra ver até onde nossos jovens podem chegar”, afirmou.
Josefina também relembrou a Fanfarra dos Patrulheiros, que em 1973 abriu a Festa do Figo, vestindo uniformes coloridos criados por Roque Palácio. Aproveitando o gancho, Aline revelou que a entidade pretende resgatar o projeto da fanfarra, símbolo marcante dos primeiros anos.
55 anos de aprendizado e novas oportunidades
Nomes como Renato Mendes, Regina Donadelli, Barbosa e Fábio Terciotti foram lembrados como parte essencial dessa história. Hoje, o Patrulheiro se modernizou, acompanhando as demandas do mercado.
“Antes, o foco era o setor administrativo. Hoje, formamos jovens para diversas áreas, como logística, indústria e comércio. Não somos uma agência de empregos, nosso propósito é formar e desenvolver talentos para o primeiro emprego, com qualidade e visão de futuro”, destacou Aline.
A comemoração dos 55 anos será realizada no dia 5 de novembro, às 8h, na Associação do Senhor Jesus, e deve reunir patrulheiros que um dia passarm pela organização, parceiros e a comunidade. “Convidamos todos que fizeram parte dessa história para celebrar conosco”, completou Aline.

1º Desfile no Sete de Setembro, com os jovens uniformizados
1ª apresentação da fanfarra dos Patrulheiros, Antonio Palácio Neto segue à frente